Um raio-X em duas lentes: a base de contatos do e-commerce e, na sequência, as vendas reais por canal (B2B e B2C, com recência). Só os dados e alguns pontos para discutir — a estratégia vem depois, junto.
Da base total, 15% viraram clientes. E entre quem comprou, três em cada quatro compraram só uma vez.
Os 20% maiores clientes respondem por metade da receita. Os 42 Champions, sozinhos, por quase um terço.
A maioria gasta entre R$ 100 e R$ 330 por compra. E a base é hiperconcentrada em SP e RJ.
A maior parte da base aceita e-mail e tem telefone. Mas os não-compradores têm cara de lista fria importada.
Os 8 maiores — todos compradores recorrentes. É esse núcleo que carrega a concentração de receita.
| # | Cliente | Pedidos | Total gasto |
|---|---|---|---|
| 1 | Fabio Andrade | 6 | R$ 3.533 |
| 2 | Marcelo Hallack | 5 | R$ 2.696 |
| 3 | Gabriel Coutinho | 2 | R$ 2.629 |
| 4 | Julia Saraiva | 7 | R$ 2.444 |
| 5 | Flavia Doria | 6 | R$ 2.194 |
| 6 | Carlos Henrique Romano | 4 | R$ 2.087 |
| 7 | Laercio Stange Warmeling | 6 | R$ 2.085 |
| 8 | Maysa Dalmazo | 6 | R$ 1.964 |
RFM cruza há quanto tempo o cliente comprou (R), quantas vezes (F) e quanto gastou (M). Com os dados atuais, F e M cobrem os 340 compradores; a Recência só existe para os 42 Champions — por isso a matriz abaixo é F × M, e o R aparece como eixo pendente.
Com a data do último pedido de toda a base (export do Shopify), o R passa a existir para os 340 e a matriz vira um cubo RFM de verdade — aí dá pra nomear automaticamente os grupos clássicos: Campeões, Leais, Promissores, Em risco, Hibernando e Perdidos. Hoje conseguimos ver "Campeões" e a "zona de recompra"; os grupos de reativação (em risco / hibernando / perdidos) dependem desse dado.
Por produto, a partir do export de pedidos do Shopify (com produto e data). A cúrcuma é a heroína: lidera sozinha e ainda puxa os kits mix. O matchá vende mais combinado do que sozinho.
As seções acima vêm da base de contatos do e-commerce (Shopify). Daqui em diante, a fonte é o controle de pedidos operacional — todas as vendas reais, B2B e B2C, com data. Bonificações e cortesias estão fora. É aqui que a Recência finalmente aparece.
Apenas 3 clientes "Em risco" carregam R$ 119 mil — quase 45% de toda a receita B2B — e não compram há mais de 10 meses. Recência mediana do canal: 214 dias. Contas grandes compram e somem. Retenção de poucas key accounts é, provavelmente, a alavanca de maior impacto do negócio inteiro.
Barra dimensionada por receita, número = clientes. No B2B a receita está nos extremos; no B2C, espalhada, com muita gente hibernando.
Dentro do B2C: só 29 dos 351 clientes assinam, e a assinatura é apenas 13% da receita do canal — mas quem assina compra muito mais.
O relatório grande não traz a data do último pedido — só os 42 Champions têm recência. Por isso não dá pra mapear "em risco", "hibernando" e "perdidos" da base toda ainda. Um export do Shopify com data do último pedido destrava o RFM completo. (Entre os Champions com recência: 29 compraram há ≤15 dias, 9 entre 16–30, 4 há mais de 30.)
Resgate B2B é a prioridade nº 1. 3 contas grandes "em risco" = R$ 119k parados há +10 meses. Reativar key accounts B2B tende a render mais que qualquer ação de varejo. Debater
B2C: recompra é o buraco mais óbvio. 75% compraram uma vez só e 114 clientes estão hibernando (R$ 40k de histórico). Win-back e recompra, agora priorizáveis pela recência. Debater
Assinatura é subaproveitada. Vale 2,7x em LTV (R$ 1.117 vs R$ 406), mas é só 13% da receita B2C. Empurrar avulsos recorrentes pra assinatura aumenta previsibilidade. Debater
Receita concentrada e exposta. Champions B2B = 31% e B2C = 22% de cada canal. Faz sentido uma trilha de retenção/VIP pra blindar esse núcleo? Debater
Os 1.894 leads parecem lista fria importada. Antes de vender, aquecer e validar — ou arriscamos a entregabilidade. Confirmar a origem dessa lista. Validar
Qualidade dos dados. A recência veio do controle de pedidos; falta uma chave única de cliente (e-mail/CPF) e etiquetar o início de 2025 pra fechar a foto. Pedir